segunda-feira, 15 de março de 2010
Planos para quê?
Hoje para aproveitar o sol decidi ir com a princesa até à praia. Neste meu processo de relaxamento involuntário pareceu-me boa ideia. Já estava a imaginar-nos na areia a passear e a brincar muito. Pois... Maria adormeceu no trajecto, dormiu durante a paragem e saí de lá com ela a roncar no banco traseiro. Tão fofinha a minha filha.
sexta-feira, 12 de março de 2010
E o sol brilha lá fora...
Hoje dormimos todos cá por casa que nem verdadeiras pedras, à excepção da Maria Inês que às 7 horas estava acordadinha que só visto. Ela riu e brincou e tossiu (chamada de atenção) e ficou caladinha como se não nos quisesse acordar. Escusado será dizer que quando finalmente acordamos, estavamos todos muito atrasados. Começou a azáfama. Despir pijamas e vestir roupinhas. As fraldas e os leites. E eu apenas concentrada na ideia de que não vale a pena o stress, se estamos todos bem dispostos, ainda que atrasadíssimos. É assim que tenho que pensar sempre. O sol brilha, estou vivinha da silva, tenho uns filhotes maravilhosos e um marido excepcional. Hoje vamos sair à noite. Até me dá vontade de rir só de pensar há quanto tempo isto não acontece. Eu e o André, jantar sozinhos com os amigos? Estou tão excitada que nem sei o que vestir. Ai ai!
quinta-feira, 11 de março de 2010
E quando pensamos que pode não haver amanhã?
Parece drástico, eu sei! Mas é possivel. Nós temos o dia de amanhã demasiado garantido nas nossas cabeças, a prova disso é que todos os nossos planos são para amanhã: "- Ah amanhã telefono!" ou quem sabe : " Amanhã vou tentar não me esquecer de...". Isto já para não falar dos planos que fazemos, bem mais complexos, que são adiados para o mês que vem ou para o ano. E se de repente alguém nos disser: " - 185 de Máxima e 100 de Mínima!!! Sabia que pode ter um derrame cerebral? Os derrames cerebrais não são para os velhos, são para novos como você!". O mundo pára. Mas pára mesmo. Ali naquele instante revemos num ápice as nossas prioridades, com o que gastamos tempo e fôlego, com o que nos consome e não devia consumir, com quem passamos tempo e com quem gastamos tempo. Naquele momento, o querer ser tudo para todos, o querer fazer tudo certo, querer ser a mãe que ensina o xixi, que ensina a comer, que ensina a brincar, que brinca, que ensina a correr e corre também, que fala e ensina a falar, que ama, que penteia e dá banho e sopinha a um, para ensinar o outro a comer sopinha, que se preocupa com a roupa, com os quartos, com a farda lavada para o colégio e com os laços e os creme hidrantes, com Pocoyos desta vida, o querer ser a mulher ideal, bem vestida e perfumada, com pele de seda ao toque, com cabelos brilhantes e arranjados, com sapatos altos e vestidos curtos, com o peso ideal e a conversa certa, culta, que lê livros e cozinha bem, que é sexy e que ama o marido... e tudo e tudo e tudo...Cai por terra e é substituido pelo grito abafado e silencioso que diz: "Eu não quero morrer!!!!"
Os nossos filhos precisam de nós, é certo. O nosso marido também claramente. Mas e nós? Nós temos que precisar de nós muito mais do que todos precisam. Temos que encontrar um espaço para nós. Temos que voltar atrás e descobrir onde é que ficamos no meio da maternidade e no meio de tudo o que passou a governar a nossa vida. É imperativo que aconteça. Quando isso acontece, não há sustos destes. Não há medos e seremos todos muito mais felizes debaixo da espontaneidade que sempre nos governou.
Vou pensar muito nisto. Estou bem, com medicação para a hipertensão e um aviso: "Arranje tempo para si! O seu exercício físico não pode consistir em tratar dos seus bebés."
Tenho dito. Amo a minha vida.
Os nossos filhos precisam de nós, é certo. O nosso marido também claramente. Mas e nós? Nós temos que precisar de nós muito mais do que todos precisam. Temos que encontrar um espaço para nós. Temos que voltar atrás e descobrir onde é que ficamos no meio da maternidade e no meio de tudo o que passou a governar a nossa vida. É imperativo que aconteça. Quando isso acontece, não há sustos destes. Não há medos e seremos todos muito mais felizes debaixo da espontaneidade que sempre nos governou.
Vou pensar muito nisto. Estou bem, com medicação para a hipertensão e um aviso: "Arranje tempo para si! O seu exercício físico não pode consistir em tratar dos seus bebés."
Tenho dito. Amo a minha vida.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Trânsito na caminhada
Quando há pessoas que criam trânsito ao andar a pé, nem quero imaginá-las a andar de carro...Bolas que nervos!
sábado, 30 de janeiro de 2010
A nossa pele
Esta é uma semana de algumas pequenas grandes decisões. O projecto que borbulha cá dentro pode finalmente ter asinhas para voar. Depois vou escrevendo sobre o assunto.
Desde que fui mãe, e que durante a gravidez, principamente da Inês, algumas coisas não correram como esperado, fiquei com um pequeno desejo no meu coração: um dia trabalhar com mães grávidas ou pós parto. Este trabalho seria um trabalho emocional e completmente inserido na minha futura formação. As grávidas passam por transformações muitas vezes levadas ao extremo, físicas, mas principalmente, e a meu ver, emocionais. Tudo é novo, até na segunda gravidez. Não quero com isto dizer que é uma transformação negativa. É uma transformação que por si só vale o que vale. Temos que lidar com um turbilhão de sentimentos desconhecidos. Lê-los em livros é diferente de os sentir na pele. Por mais amadas que sejamos, por mais compreendidas e queridas, cá dentro há sempre qualquer coisa que não conseguimos traduzir por palavras e que nos tornam ansiosas e inseguras. Eu tive essa necessidade. O Rodrigo era muito bebé (19 meses) quando engravidei da pequena Xi, e a dada altura senti que lhe estava a falhar. Senti muitas vezes a frustação e a amarga tristeza de nem banhinho lhe poder dar. E os danos que isto provoca em nós? Toda a gente à nossa volta nos ajuda, quem tem essa sorte, eu tive, mas nós vestimos um fato que se torna a nossa pele: SOMOS MÃES. Somos nós que devemos estar para tudo, somos insubstituiveis, ninguém sabe como nós, sente como nós, acarinha ou entende como nós. Deixar de fazer esforços é fácil de dizer. Quando temos outro bebé é muito díficil de cumprir porque é um total paradoxo.
Eu tinha e tenho imensa necessidade de falar e de ser ouvida. Isto despertou uma luzinha cá pelas minhas entranhas e vamos ver no que vai dar...
Desde que fui mãe, e que durante a gravidez, principamente da Inês, algumas coisas não correram como esperado, fiquei com um pequeno desejo no meu coração: um dia trabalhar com mães grávidas ou pós parto. Este trabalho seria um trabalho emocional e completmente inserido na minha futura formação. As grávidas passam por transformações muitas vezes levadas ao extremo, físicas, mas principalmente, e a meu ver, emocionais. Tudo é novo, até na segunda gravidez. Não quero com isto dizer que é uma transformação negativa. É uma transformação que por si só vale o que vale. Temos que lidar com um turbilhão de sentimentos desconhecidos. Lê-los em livros é diferente de os sentir na pele. Por mais amadas que sejamos, por mais compreendidas e queridas, cá dentro há sempre qualquer coisa que não conseguimos traduzir por palavras e que nos tornam ansiosas e inseguras. Eu tive essa necessidade. O Rodrigo era muito bebé (19 meses) quando engravidei da pequena Xi, e a dada altura senti que lhe estava a falhar. Senti muitas vezes a frustação e a amarga tristeza de nem banhinho lhe poder dar. E os danos que isto provoca em nós? Toda a gente à nossa volta nos ajuda, quem tem essa sorte, eu tive, mas nós vestimos um fato que se torna a nossa pele: SOMOS MÃES. Somos nós que devemos estar para tudo, somos insubstituiveis, ninguém sabe como nós, sente como nós, acarinha ou entende como nós. Deixar de fazer esforços é fácil de dizer. Quando temos outro bebé é muito díficil de cumprir porque é um total paradoxo.
Eu tinha e tenho imensa necessidade de falar e de ser ouvida. Isto despertou uma luzinha cá pelas minhas entranhas e vamos ver no que vai dar...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
E depois da varicela...
Duas semanas em casa para o meu filho é sem dúvida o pior castigo qe alguma vez lhe poderei aplicar. Ele anda para a frente e para trás. Ele já não quer saber dos brinquedos dele. Ele agora brinca com os utensílios da lareira e com as gavetas e com tudo o que não é suposto. A expressão dos avós encaixa na perfeição: " - Está preso!"
Quem tem ficado com ele é o super papá, que entretanto adoeceu também. Eu levei durante este tempo a I. para a casa da minha mãe, diariamente. E qual é o espanto se disser que também ela adoeceu de uma virose-daquelas-que-são-chatas-e-demoram-a-largar?Nenhum.
Agora saradas as feridas, literalmente, acabadas as febres e os ranhos estamos de volta. Eu sobrevivi. Deixaram-me ter ranho durante 2 dias. Bom não é?
Exame de estatística dia 2 de Fevereiro. É a minha cruz. Há quem tenha varicela, enxantemas súbitos, otites e amigdalites. Eu tenho ranho e um exame de estatística.
Quem tem ficado com ele é o super papá, que entretanto adoeceu também. Eu levei durante este tempo a I. para a casa da minha mãe, diariamente. E qual é o espanto se disser que também ela adoeceu de uma virose-daquelas-que-são-chatas-e-demoram-a-largar?Nenhum.
Agora saradas as feridas, literalmente, acabadas as febres e os ranhos estamos de volta. Eu sobrevivi. Deixaram-me ter ranho durante 2 dias. Bom não é?
Exame de estatística dia 2 de Fevereiro. É a minha cruz. Há quem tenha varicela, enxantemas súbitos, otites e amigdalites. Eu tenho ranho e um exame de estatística.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
SOS esquentadores!!!
Ah pois é... Quando eu pensava que já tinha visto muito, eis que o meu esquentador avaria. A bela e desenrascada da Susana mete mãos à obra, à procura do dito do especialista para resolver o problema. Opá... não vou dizer o nome, nem a empresa porque apesar do figurão, adorei o homem. Mesmo ao telefone quase, mas foi quase, que lhe tirei a pinta toda. Disse ao meu Sr. Esposo:"- Faz como quiseres, mas quando o Sr. L. vier cá a casa, quero-te aqui!".
Passo a descrever: Bota de bico preta e calça de ganga boca de sino; camisola de lã, grossa e de gola alta, com maguinha arregaçada; cabelo ao caracol e olho azul, after -shave...enfim nem sei o que dizer. Ah e uma bata azul, muito importante!
O dito entra como se já nos conhecesse. Tudo bem, porque eu também gosto de pessoas assim. Abre a mala das ferramentas e saca de uma chave inglesa. Num gesto rápido como de fosse sacar de uma pistola aponta para o esquentador e ouve-se: " - Arghhhhhhhhhhhhhh!". Posto isto desaperta o dito e eis que faz o seu diagnóstico. Eu fugi. Literalmente. Não me consegui conter. O meu Sr. Esposo mantem-se hirto e consegue dominar a postura que teimava em sucumbir perante tal individualidade. Conto-nos a vida que tinha, os clientes que tinha, as bifanas que comia pelo caminho.Enfim, depois desta entrada abrupta no nosso equipamento o Sr. L. só não jantou, porque antes tinha passado não sei onde tinha comido uma " sande de queijo com presunto muita manhosa" e bebido uma mini.
O esquentador tem os dias contados, mas ficou a funcionar. O contacto do Sr. L. ficou na agenda para futuras necessidades. Afinal não sou tão má a encontrar especialistas em electrodomésticos como em marcar férias (fica para depois).
Passo a descrever: Bota de bico preta e calça de ganga boca de sino; camisola de lã, grossa e de gola alta, com maguinha arregaçada; cabelo ao caracol e olho azul, after -shave...enfim nem sei o que dizer. Ah e uma bata azul, muito importante!
O dito entra como se já nos conhecesse. Tudo bem, porque eu também gosto de pessoas assim. Abre a mala das ferramentas e saca de uma chave inglesa. Num gesto rápido como de fosse sacar de uma pistola aponta para o esquentador e ouve-se: " - Arghhhhhhhhhhhhhh!". Posto isto desaperta o dito e eis que faz o seu diagnóstico. Eu fugi. Literalmente. Não me consegui conter. O meu Sr. Esposo mantem-se hirto e consegue dominar a postura que teimava em sucumbir perante tal individualidade. Conto-nos a vida que tinha, os clientes que tinha, as bifanas que comia pelo caminho.Enfim, depois desta entrada abrupta no nosso equipamento o Sr. L. só não jantou, porque antes tinha passado não sei onde tinha comido uma " sande de queijo com presunto muita manhosa" e bebido uma mini.
O esquentador tem os dias contados, mas ficou a funcionar. O contacto do Sr. L. ficou na agenda para futuras necessidades. Afinal não sou tão má a encontrar especialistas em electrodomésticos como em marcar férias (fica para depois).
Subscrever:
Comentários (Atom)